O sinaleiro muda de cores a cada instante. Verde, amarelo e vermelho, são as estações que, segundo o código de trânsito brasileiro, indica passagem ou não ao condutor. A verde representa que, o motorista pode cruzar a via; já a vermelha, aponta que o veículo deve parar; o amarelo, para muitos, indica a possibilidade de passagem na estrada, porém, com atenção. Mas, para alguns, a tonalidade serve para ajudar os daltônicos a diferenciar a cor verde da vermelha no semáforo.
E assim é a vida no trânsito. Em frações de segundo, o semáforo que paira sobre a cabeça dos condutores passa para o vermelho. Os mais apreçados furam a sinalização e cruzam a faixa de pedestre em disparada, sujeitos a penalizações ou acidentes. As luzes verdes e vermelhas que se alternam, são compostas por cinco sinalizadores de cada lado separados um amarelo. Em ordem decrescente, as vermelhas que se acendem, indica que o sinal está prestes a abrir. 30 segundos. Esse é o tempo aproximado para que as luzes verdes se acendam e, o fluxo de automóveis volte ao normal.
Em meio ao barulho ensurdecedor da aceleração dos motores, o sinaleiro é o cronômetro para que muitas pessoas tirem o seu sustento. Se para os carros, as cores servem como referência para a passagem ou não dos veículos pela via, para quem fica nas ruas, próximos aos semáforos, é o ‘start’ para uma ação rápida na busca de obter dinheiro.
Em cada sinalizador da cidade de Londrina e outras grandes metrópoles, é possível encontrar milhares de personalidades que correm contra o tempo para vender guloseimas, fazer uma breve apresentação circense, entregar panfletos e até mesmo, pedir dinheiro sem negociar nada. Para sobreviver, vale tudo. Até mesmo contar uma história que não crie muita credibilidade a quem escuta.
O ciclo frenético do cotidiano não permite que muitos vejam a realidade que passa por sua volta. Para grande parte da população, ficar dentro do carro, a espera do sinal verde, com as janelas fechadas, ao som de músicas e com o frescor do ar condicionado é um fato normal. Porém, se observarem o que acontece fora de suas “bolhas”, será possível encontrar histórias interessantes, que vai desde o comigo ao trágico, como é o caso da dona Júlia Luiza Pereira, de 85 anos.
E assim é a vida no trânsito. Em frações de segundo, o semáforo que paira sobre a cabeça dos condutores passa para o vermelho. Os mais apreçados furam a sinalização e cruzam a faixa de pedestre em disparada, sujeitos a penalizações ou acidentes. As luzes verdes e vermelhas que se alternam, são compostas por cinco sinalizadores de cada lado separados um amarelo. Em ordem decrescente, as vermelhas que se acendem, indica que o sinal está prestes a abrir. 30 segundos. Esse é o tempo aproximado para que as luzes verdes se acendam e, o fluxo de automóveis volte ao normal.
Em meio ao barulho ensurdecedor da aceleração dos motores, o sinaleiro é o cronômetro para que muitas pessoas tirem o seu sustento. Se para os carros, as cores servem como referência para a passagem ou não dos veículos pela via, para quem fica nas ruas, próximos aos semáforos, é o ‘start’ para uma ação rápida na busca de obter dinheiro.
Em cada sinalizador da cidade de Londrina e outras grandes metrópoles, é possível encontrar milhares de personalidades que correm contra o tempo para vender guloseimas, fazer uma breve apresentação circense, entregar panfletos e até mesmo, pedir dinheiro sem negociar nada. Para sobreviver, vale tudo. Até mesmo contar uma história que não crie muita credibilidade a quem escuta.
O ciclo frenético do cotidiano não permite que muitos vejam a realidade que passa por sua volta. Para grande parte da população, ficar dentro do carro, a espera do sinal verde, com as janelas fechadas, ao som de músicas e com o frescor do ar condicionado é um fato normal. Porém, se observarem o que acontece fora de suas “bolhas”, será possível encontrar histórias interessantes, que vai desde o comigo ao trágico, como é o caso da dona Júlia Luiza Pereira, de 85 anos.
Enquanto para uma minoria o local de trabalho pode ser em um lugar luxuoso, para ela sua rotina fica na movimentada Avenida Tiradentes de Londrina. Disputando espaço com carros e outros vendedores, é nesse endereço que ela ganha dinheiro através da venda de gomas doces. A pequena lucratividade serve para se sustentar e ajudar uma filha que está doente.
Com chuva ou sol, e apesar da idade avançada, dona Júlia revela que se sente bem quando trabalha. “A gente trabalha aqui porque é preciso. Enquanto eu estou vendendo doces, me divirto. Se eu ficar dentro de casa, fico aborrecida. Então eu quero sempre trabalhar para eu me distrair e me ajudar financeiramente.”
A rotina começa logo cedo. Ao acordar, ela prepara o material que será vendido durante dia. Aproximadamente às 8h, ela chega ao ponto de venda ao ar livre, após ter encarado uma viagem intercalada por três ônibus. “Eu moro no jardim São Paulo, que fica perto do Cinco Conjuntos. Para chegar aqui eu tenho que pegar três ônibus. Eu pego um transporte para ir até o Terminal do Vivi Xavier, de lá pego outro para chegar ao terminal central. Então pego outro ônibus para chegar até aqui na Tiradentes”, traceja a vendedora.
Porém essa rotina ela não faz sozinha. Mãe de sete filhos vivos, uma das filhas e o genro acompanham ela na jornada de trabalho. Cada um fica com um lado da pista para vender os doces. Dona Júlia revela que a renda varia muito. Apesar do rosto mapeado pelas rugas, fruto da vida sofrida na roça, ela encara as adversidades com bom humor. “Tem dia que eu vendo até uma caixa. Mas em outros, não vendo nada. Em média, cada doce custa R$ 1,00. Eu já estou velha, e, até o final da vida quero me divertir trabalhando.”
Preocupada com os filhos, ela lembra da filha que está doente. “A minha outra filha também trabalhava aqui. Só que ela não está bem. Agora ela ficou com enxaqueca e também com muita dor no braço. Hoje ela não aguentou trabalhar e foi para casa. Eu sempre vou ajudar os meus filhos porque quando eu morrer, não vou levar nada. Quando me partir, quero que meu filhos falem que eu sempre ajudei eles”, ressalta a trabalhadora do mercado informal.
O sinaleiro é palco que oportuniza várias situações. Muitos, ao contrário de tentar conseguir dinheiro através da venda de algum produto, preferem pedir ou roubar. Para a vendedora, é importante manter bons costumes. “Eu gosto de trabalhar. Ficar em casa não dá. Outra coisa que eu não quero fazer é chegar na beira dos carros e ficar pedindo. Eu acho feio. Se Deus quiser, nunca quero na minha vida é beber e fumar”, conta dona Júlia.
A “funcionária” da informalidade destaca que já passou momentos difíceis trabalhando nos semáforos. Situações que vão desde a apreensão da mercadoria pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), até roubos. “Quando eu estava em outro semáforo, um motorista tomou três caixas de doce minha e a bolsa. Outra vez eu estava vendendo, e então uma pessoa esperou eu colocar a minha bolsa em baixo do pé de coqueiro para ir lá e roubar. Então um policial perguntou se eu queria que ele fosse buscar os doces que tinham sido roubados. Mas eu achei melhor entregar nas mãos da justiça divina.”
Apesar de ter 85 anos de idade e muita disposição, dona Júlia ainda não tem uma casa própria. “Se eu pudesse pedir alguma coisa para o prefeito, eu queria uma casa para eu morar, onde, não fosse preciso pagar aluguel. Acho que esse é a vontade da maioria das pessoas que trabalham nas ruas. Mas esse sonho é impossível de se realizar. Na época das campanhas eleitorais, os candidatos passavam e falavam que iriam tirar a gente do sinaleiro. Mas, fazer o que? Enquanto eles ficam na prefeitura, eu fico aqui vendendo doce”, sintetiza dona Júlia.

1 Comment
Essa senhora esta de parabéns pois tem muito marmanjo por ai que não quer nada com nada, guerreira, eu já trabalhei em sinalera e sei como ė.
Posted on 30 de agosto de 2014 às 07:17
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